Uma empresa com 45 funcionários me chama e pergunta quanto custa um plano para todo mundo. A resposta honesta é que, nesse tamanho, o preço depende menos da tabela e mais das informações que você me entrega. A cotação de plano de saúde para empresas de 30 a 100 vidas é uma negociação: quanto melhor o retrato do grupo, melhor a proposta que eu consigo arrancar das operadoras aqui em Curitiba e em São Paulo.
Neste guia você vê o que muda pela regra da ANS a partir de 30 vidas, a lista completa do que preciso para cotar e negociar, os documentos que cada operadora costuma pedir e como funciona o passo a passo comigo, do formulário até a implantação.
Nesse porte, relatório de utilização e fatura atual valem mais do que qualquer tabela pronta.
O que muda na cotação a partir de 30 vidas
O número 30 não é escolhido por acaso. É a linha que a própria ANS usa para separar contratos pequenos dos médios. Duas resoluções definem o jogo: a RN nº 557/2022, que trata de carência e cobertura parcial temporária, e a RN nº 565/2022, que trata do reajuste dos contratos coletivos.
Fontes: RN ANS nº 557/2022 (contratos coletivos empresariais com 30 ou mais beneficiários) e RN ANS nº 565/2022 (agrupamento de contratos com menos de 30 beneficiários para o reajuste).
O ponto mais valioso para o RH é o prazo de 30 dias. Quem entra no plano em até 30 dias da assinatura do contrato, ou em até 30 dias da admissão, entra sem carência e sem CPT. Funcionário que pede a inclusão depois disso pode ter carência. Por isso, na implantação, eu ajudo a empresa a montar a lista completa de quem vai entrar, incluindo os dependentes.
O que eu preciso para cotar de 30 a 100 vidas
Esta é a lista que eu peço para toda empresa desse porte. Nada aqui é burocracia: cada item vira argumento de negociação com a operadora.
A carta de nomeação de corretora
Em grupos desse tamanho, eu peço também uma carta de nomeação assinada pelo representante da empresa. É um documento simples que me autoriza a pedir cotações em nome da empresa, solicitar à operadora atual os dados do contrato (relatório de utilização, faturas, carta de permanência) e negociar preço, carência e reajuste. Ela não obriga a empresa a contratar nada, e eu não assino nenhuma proposta sem aprovação por escrito.
Sem a carta, muitas operadoras simplesmente não liberam um estudo personalizado, porque precisam saber qual corretora representa o cliente. Eu envio o modelo já preenchido com os dados da Bravence; a empresa só completa os dela e assina, à mão ou pelo gov.br.
Todos entram ou é opcional? Isso muda o preço
Como é: todos os funcionários elegíveis entram
Para a operadora: grupo previsível, risco diluído
Costuma ter as melhores condições
Como é: cada funcionário decide se entra
Para a operadora: tende a entrar quem mais vai usar
Operadoras costumam exigir um percentual mínimo de adesão
Também conta quem paga. Se o funcionário contribui com parte da mensalidade, ele pode ter direito de continuar no plano ao ser demitido sem justa causa ou ao se aposentar, pagando o valor integral, como preveem os artigos 30 e 31 da Lei nº 9.656/98. Por isso pergunto quantos aposentados e demitidos estão no plano hoje: eles entram na conta da operadora.
Documentos para a contratação
Para a cotação, os itens acima bastam. Os documentos de contratação vêm depois que a empresa escolhe a proposta. Cada operadora pode pedir documentos diferentes para fazer a especificação da proposta, a depender da quantidade de vidas e de onde elas estão localizadas. Os pedidos mais comuns são:
- cartão CNPJ e contrato social ou estatuto (com a última alteração);
- documento de identificação do representante legal;
- comprovação do vínculo dos titulares com a empresa (eSocial, FGTS ou registro de empregados);
- documentos pessoais dos beneficiários e certidões que comprovem o vínculo dos dependentes;
- carta de permanência do plano anterior, quando houver;
- declaração de saúde, quando a operadora exigir.
Quais operadoras eu coto para o seu grupo
Eu atendo empresas que querem oferecer plano de saúde aos funcionários e aos dependentes, e trabalho com várias operadoras. Isso me deixa comparar de verdade, sem empurrar uma só. Para grupos de 30 a 100 vidas, as opções dependem de onde as pessoas moram:
No Bradesco Saúde, o segmento de pequenas e médias empresas (SPG) vai de 3 a 199 vidas. Na Omint, que atende São Paulo, empresas a partir de 30 vidas têm isenção total de carências e estudo de preço individual. Nas regionais do Paraná, a rede é forte em Curitiba e região, e eu só indico onde a operadora tem atendimento real para os seus funcionários.
Como funciona a cotação comigo, passo a passo
Pelo formulário de cotação empresarial do site ou pela planilha que eu mando, junto com a fatura e o relatório.
Com a carta de nomeação, solicito as propostas às operadoras compatíveis com o grupo.
Você recebe tudo lado a lado: preço, rede, carência, coparticipação e reajuste. Eu negocio o que der para melhorar.
Para grupos entre 30 e 100 vidas, o caminho mais rápido é o formulário de cotação empresarial: ele já pede a distribuição das vidas por faixa etária e a declaração de saúde do grupo, e gera um PDF para você me enviar. Acima de 100 vidas, a cotação é sob medida: eu envio a planilha de cotação e a carta de nomeação, e você me devolve pelo WhatsApp.
O que dá para concluir
Perguntas frequentes sobre cotação de 30 a 100 vidas
Com 30 vidas o plano não tem carência nenhuma?
Pela RN 557/2022 da ANS, no plano coletivo empresarial com 30 ou mais beneficiários não pode ser exigida carência de quem pede a inclusão em até 30 dias da assinatura do contrato ou da sua entrada na empresa. Quem pede depois desse prazo pode ter carência.
Dependentes contam para chegar a 30 vidas?
Sim. A contagem é de beneficiários do contrato, titulares e dependentes. Uma empresa com 18 funcionários e 14 dependentes, por exemplo, tem 32 vidas.
Preciso ter o relatório de sinistralidade para cotar?
Não é obrigatório, mas faz muita diferença no preço. Com a carta de nomeação assinada, eu mesmo posso pedir esse relatório à operadora atual. Sem ele, a cotação sai, só que com menos margem de negociação.
Tenho filial em outra cidade. Dá para colocar todos no mesmo plano?
Dá, desde que a operadora atenda bem as duas cidades. Por isso a cidade de cada pessoa é obrigatória na relação de vidas. Equipe espalhada costuma pedir operadora nacional: Amil, Bradesco Saúde ou SulAmérica.
A cotação tem custo para a empresa?
Não. Eu faço a cotação, o comparativo e a negociação sem custo para a empresa. A decisão de contratar é sempre de vocês.
Atendem empresas em São Paulo?
Sim. Atendo empresas em Curitiba e região e em São Paulo, com Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica e Omint na capital paulista.
Me manda o número de vidas, a cidade da equipe e a fatura do plano atual. Eu monto o comparativo entre as operadoras e negocio as melhores condições para o seu grupo, sem custo.
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Regras conforme a Lei nº 9.656/98 e as Resoluções Normativas da ANS nº 557/2022 e nº 565/2022. Documentos e condições comerciais variam por operadora, número de vidas e localização dos beneficiários, e podem ser alterados pelas operadoras. Conteúdo informativo, não substitui a análise da proposta.


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