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Plano de saúde para empresa de 30 a 100 vidas: como cotar

Empresa de 30 a 100 vidas: o que muda pela ANS na carência, CPT e reajuste, quais dados e relatórios enviar e como cotar nas operadoras em Curitiba e SP.

Alex Vieira
Por Alex Vieira Corretor de planos de saúde · SUSEP 261184682 04/10/2026 · 10 min de leitura
Plano de saúde para empresa de 30 a 100 vidas: como cotar
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Uma empresa com 45 funcionários me chama e pergunta quanto custa um plano para todo mundo. A resposta honesta é que, nesse tamanho, o preço depende menos da tabela e mais das informações que você me entrega. A cotação de plano de saúde para empresas de 30 a 100 vidas é uma negociação: quanto melhor o retrato do grupo, melhor a proposta que eu consigo arrancar das operadoras aqui em Curitiba e em São Paulo.

Neste guia você vê o que muda pela regra da ANS a partir de 30 vidas, a lista completa do que preciso para cotar e negociar, os documentos que cada operadora costuma pedir e como funciona o passo a passo comigo, do formulário até a implantação.

Resposta curta Para cotar um plano de saúde empresarial de 30 a 100 vidas, envie: a relação de vidas com data de nascimento, sexo e cidade de cada pessoa; o CNPJ; a última fatura do plano atual; o relatório de utilização (sinistralidade) dos últimos 12 meses, se tiver; o mês de reajuste; e a carta de nomeação de corretora assinada. Com isso eu coto e negocio em todas as operadoras compatíveis com o seu grupo.
Resumo rápido
Carência (30+ vidas): não pode ser exigida CPT de preexistência: não pode ser exigida Condição: entrar em até 30 dias Reajuste: pela sinistralidade do seu contrato

Nesse porte, relatório de utilização e fatura atual valem mais do que qualquer tabela pronta.

O que muda na cotação a partir de 30 vidas

O número 30 não é escolhido por acaso. É a linha que a própria ANS usa para separar contratos pequenos dos médios. Duas resoluções definem o jogo: a RN nº 557/2022, que trata de carência e cobertura parcial temporária, e a RN nº 565/2022, que trata do reajuste dos contratos coletivos.

Regra Até 29 vidas 30 vidas ou mais
CarênciaPode existir (reduz com plano anterior e com mais vidas)Não pode ser exigida, se a pessoa entrar em até 30 dias
CPT (doença preexistente)Pode ser aplicada por até 24 mesesNão pode ser aplicada, na mesma condição dos 30 dias
Reajuste anualÍndice único do agrupamento de contratos pequenos da operadoraCalculado pela utilização do seu próprio contrato
PreçoTabela comercial por faixa etáriaTabela + análise do grupo, com espaço para negociar

Fontes: RN ANS nº 557/2022 (contratos coletivos empresariais com 30 ou mais beneficiários) e RN ANS nº 565/2022 (agrupamento de contratos com menos de 30 beneficiários para o reajuste).

O ponto mais valioso para o RH é o prazo de 30 dias. Quem entra no plano em até 30 dias da assinatura do contrato, ou em até 30 dias da admissão, entra sem carência e sem CPT. Funcionário que pede a inclusão depois disso pode ter carência. Por isso, na implantação, eu ajudo a empresa a montar a lista completa de quem vai entrar, incluindo os dependentes.

Atenção ao "quase 30" Uma empresa com 27 ou 28 vidas fica na regra dos contratos pequenos. Às vezes incluir os dependentes que já queriam entrar leva o grupo para 30 e muda carência, CPT e forma de reajuste. Vale simular os dois cenários antes de fechar. Para grupos menores, veja o guia de cotação de plano empresarial até 30 vidas.

O que eu preciso para cotar de 30 a 100 vidas

Esta é a lista que eu peço para toda empresa desse porte. Nada aqui é burocracia: cada item vira argumento de negociação com a operadora.

Informação Por que importa
Relação de vidas: data de nascimento, sexo, titular ou dependente, cidade onde moraO preço sai por faixa etária, e a cidade define a rede e a abrangência necessárias
CNPJ e, se houver, CNPJs de filiais ou empresas do grupoDefine quem pode ser o contratante e se dá para juntar tudo num contrato só
Última fatura do plano atualMostra quanto a empresa paga hoje, por pessoa, e é a régua da negociação
Relatório de utilização (sinistralidade) dos últimos 12 mesesGrupo que usa pouco consegue preço melhor. Sem o relatório, a operadora precifica no escuro e tende a ser conservadora
Mês de aniversário e último reajusteDefine o melhor momento para trocar e quanto o plano atual subiu
Plano atual: acomodação, coparticipação, reembolsoPara cotar algo equivalente, ou mostrar com clareza o que muda
Situações especiais: aposentados, demitidos mantidos, afastados, gestantes, internadosAfetam a análise e as regras de transferência; só a quantidade, sem nomes
Modelo de contratação: todos entram ou é opcionalMuda o preço e as exigências da operadora

A carta de nomeação de corretora

Em grupos desse tamanho, eu peço também uma carta de nomeação assinada pelo representante da empresa. É um documento simples que me autoriza a pedir cotações em nome da empresa, solicitar à operadora atual os dados do contrato (relatório de utilização, faturas, carta de permanência) e negociar preço, carência e reajuste. Ela não obriga a empresa a contratar nada, e eu não assino nenhuma proposta sem aprovação por escrito.

Sem a carta, muitas operadoras simplesmente não liberam um estudo personalizado, porque precisam saber qual corretora representa o cliente. Eu envio o modelo já preenchido com os dados da Bravence; a empresa só completa os dela e assina, à mão ou pelo gov.br.

Todos entram ou é opcional? Isso muda o preço

Adesão obrigatória

Como é: todos os funcionários elegíveis entram

Para a operadora: grupo previsível, risco diluído

Costuma ter as melhores condições

Adesão opcional

Como é: cada funcionário decide se entra

Para a operadora: tende a entrar quem mais vai usar

Operadoras costumam exigir um percentual mínimo de adesão

Também conta quem paga. Se o funcionário contribui com parte da mensalidade, ele pode ter direito de continuar no plano ao ser demitido sem justa causa ou ao se aposentar, pagando o valor integral, como preveem os artigos 30 e 31 da Lei nº 9.656/98. Por isso pergunto quantos aposentados e demitidos estão no plano hoje: eles entram na conta da operadora.

Documentos para a contratação

Para a cotação, os itens acima bastam. Os documentos de contratação vêm depois que a empresa escolhe a proposta. Cada operadora pode pedir documentos diferentes para fazer a especificação da proposta, a depender da quantidade de vidas e de onde elas estão localizadas. Os pedidos mais comuns são:

  • cartão CNPJ e contrato social ou estatuto (com a última alteração);
  • documento de identificação do representante legal;
  • comprovação do vínculo dos titulares com a empresa (eSocial, FGTS ou registro de empregados);
  • documentos pessoais dos beneficiários e certidões que comprovem o vínculo dos dependentes;
  • carta de permanência do plano anterior, quando houver;
  • declaração de saúde, quando a operadora exigir.
Não cancele o plano atual antes A troca bem feita tem data de início do novo plano casada com o fim do antigo. Cancelar antes de a nova proposta estar aprovada deixa a equipe descoberta e pode custar o aproveitamento de carências de quem entrar depois.

Quais operadoras eu coto para o seu grupo

Eu atendo empresas que querem oferecer plano de saúde aos funcionários e aos dependentes, e trabalho com várias operadoras. Isso me deixa comparar de verdade, sem empurrar uma só. Para grupos de 30 a 100 vidas, as opções dependem de onde as pessoas moram:

Onde está a equipe Operadoras que eu coto
Curitiba e região metropolitanaAmil, Bradesco Saúde, SulAmérica, Unimed Curitiba, Paraná Clínicas, Clinipam, Select e Nossa Saúde
São PauloAmil, Bradesco Saúde, SulAmérica e Omint
Equipe espalhada por vários estadosOperadoras nacionais: Amil, Bradesco Saúde e SulAmérica

No Bradesco Saúde, o segmento de pequenas e médias empresas (SPG) vai de 3 a 199 vidas. Na Omint, que atende São Paulo, empresas a partir de 30 vidas têm isenção total de carências e estudo de preço individual. Nas regionais do Paraná, a rede é forte em Curitiba e região, e eu só indico onde a operadora tem atendimento real para os seus funcionários.

Como funciona a cotação comigo, passo a passo

1
Você envia os dados

Pelo formulário de cotação empresarial do site ou pela planilha que eu mando, junto com a fatura e o relatório.

2
Eu peço os estudos

Com a carta de nomeação, solicito as propostas às operadoras compatíveis com o grupo.

3
Comparativo e negociação

Você recebe tudo lado a lado: preço, rede, carência, coparticipação e reajuste. Eu negocio o que der para melhorar.

Para grupos entre 30 e 100 vidas, o caminho mais rápido é o formulário de cotação empresarial: ele já pede a distribuição das vidas por faixa etária e a declaração de saúde do grupo, e gera um PDF para você me enviar. Acima de 100 vidas, a cotação é sob medida: eu envio a planilha de cotação e a carta de nomeação, e você me devolve pelo WhatsApp.


O que dá para concluir

A partir de 30 vidas, a regra joga a favor da empresa. Sem carência e sem CPT para quem entra em até 30 dias. O cuidado é organizar a entrada de todo mundo dentro desse prazo.
Dados bons viram preço bom. Fatura atual e relatório de utilização são o que permite negociar. Grupo que chega sem histórico recebe proposta conservadora.
O reajuste passa a ser responsabilidade do grupo. Fora do agrupamento de contratos pequenos, o índice anual acompanha a utilização da sua equipe. Comparar só o preço de entrada é meia análise.

Perguntas frequentes sobre cotação de 30 a 100 vidas

Com 30 vidas o plano não tem carência nenhuma?

Pela RN 557/2022 da ANS, no plano coletivo empresarial com 30 ou mais beneficiários não pode ser exigida carência de quem pede a inclusão em até 30 dias da assinatura do contrato ou da sua entrada na empresa. Quem pede depois desse prazo pode ter carência.

Dependentes contam para chegar a 30 vidas?

Sim. A contagem é de beneficiários do contrato, titulares e dependentes. Uma empresa com 18 funcionários e 14 dependentes, por exemplo, tem 32 vidas.

Preciso ter o relatório de sinistralidade para cotar?

Não é obrigatório, mas faz muita diferença no preço. Com a carta de nomeação assinada, eu mesmo posso pedir esse relatório à operadora atual. Sem ele, a cotação sai, só que com menos margem de negociação.

Tenho filial em outra cidade. Dá para colocar todos no mesmo plano?

Dá, desde que a operadora atenda bem as duas cidades. Por isso a cidade de cada pessoa é obrigatória na relação de vidas. Equipe espalhada costuma pedir operadora nacional: Amil, Bradesco Saúde ou SulAmérica.

A cotação tem custo para a empresa?

Não. Eu faço a cotação, o comparativo e a negociação sem custo para a empresa. A decisão de contratar é sempre de vocês.

Atendem empresas em São Paulo?

Sim. Atendo empresas em Curitiba e região e em São Paulo, com Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica e Omint na capital paulista.

Sua empresa tem entre 30 e 100 vidas?

Me manda o número de vidas, a cidade da equipe e a fatura do plano atual. Eu monto o comparativo entre as operadoras e negocio as melhores condições para o seu grupo, sem custo.

Falar no WhatsApp
(41) 99835-7450 · Alex Vieira · SUSEP 261184682

Veja também

Regras conforme a Lei nº 9.656/98 e as Resoluções Normativas da ANS nº 557/2022 e nº 565/2022. Documentos e condições comerciais variam por operadora, número de vidas e localização dos beneficiários, e podem ser alterados pelas operadoras. Conteúdo informativo, não substitui a análise da proposta.

Alex Vieira
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