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Seu reajuste está acima da média? Compare com os números da ANS 2026

Reajuste médio dos planos coletivos: 10,76% em 2025 e 9,9% no início de 2026; empresas com menos de 30 vidas tiveram 14,24%. Veja como comparar o seu e o que fazer.

Alex Vieira
Por Alex Vieira Corretor de planos de saúde · SUSEP 261184682 02/11/2026 · 9 min de leitura
Seu reajuste está acima da média? Compare com os números da ANS 2026
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A carta de reajuste chegou com um número, e a primeira pergunta de quem me chama no WhatsApp é sempre a mesma: "esse reajuste está normal ou está acima da média?" Sem uma referência, fica impossível saber se vale aceitar, negociar ou trocar. A boa notícia é que a ANS publica a média dos reajustes, e com ela dá para comparar o seu em dois minutos. Faço essa conta toda semana com empresas e famílias de Curitiba e de São Paulo.

Aqui estão os números oficiais de 2025 e do começo de 2026, separados por tipo de plano e tamanho de empresa, como encontrar o índice exato da sua operadora e o que fazer quando o seu percentual fica acima da média. Na maioria dos casos, a saída mais eficiente é trocar de plano aproveitando a carência que você já cumpriu.

Resumo rápido
Individual 2026/2027: teto de 5,11% Coletivo, média 2025: 10,76% Coletivo, início de 2026: 9,9% Empresa com menos de 30 vidas, 2025: 14,24%

Empresas pequenas pagaram, em média, quase cinco pontos a mais de reajuste que as grandes em 2025. É aí que comparar o mercado faz mais diferença.

A média dos reajustes em 2025 e 2026

A ANS acompanha os reajustes aplicados em todos os contratos coletivos e divulga a média no Painel de Reajustes de Planos Coletivos. Os dados mais recentes, até fevereiro de 2026, mostram que os reajustes estão desacelerando desde 2024, mas seguem bem acima da inflação:

Tipo de planoReajuste médio ou tetoPeríodo
Individual ou familiarTeto de 5,11%Maio/2026 a abril/2027
Coletivo médico-hospitalar (todos)10,76%Ano de 2025
Coletivo médico-hospitalar (todos)9,9%Janeiro e fevereiro de 2026
Coletivo com menos de 30 vidas (agrupamento)14,24%Ano de 2025
Coletivo com 30 vidas ou mais9,62%Ano de 2025
Exclusivamente odontológico3,27%Ano de 2025

Painel de Reajustes de Planos Coletivos da ANS, com dados até fevereiro de 2026, e teto de planos individuais da ANS para 2026/2027. A ANS atualiza o painel a cada trimestre.

Dois pontos chamam a atenção. Primeiro, a média do coletivo é praticamente o dobro do teto do individual. Segundo, as empresas pequenas, que entram no agrupamento de contratos, tiveram em média um reajuste bem maior que as empresas de 30 vidas ou mais. Isso acontece porque, no agrupamento, o índice depende do uso de toda a carteira de contratos pequenos da operadora, e algumas carteiras usaram muito.

Média é referência, não regraA média junta todas as operadoras do país. O seu reajuste pode ficar acima ou abaixo dela por motivos legítimos. Ela serve para mostrar se vale a pena investigar e comparar, e não para provar que um percentual é ilegal.

Como comparar o seu reajuste em 3 passos

1
Separe o reajuste anual

Tire da conta a mudança de faixa etária, que é outro aumento. Só o anual entra na comparação com a média.

2
Ache a referência certa

Individual: compare com 5,11%. Empresa com até 29 vidas: com 14,24% (2025) e com o índice do agrupamento da sua operadora. 30 vidas ou mais e adesão: com a média geral de cerca de 10%.

3
Veja a distância

Até perto da média, o percentual está no padrão do mercado. Bem acima dela, vale pedir explicações e fazer uma cotação.

Exemplo prático: uma empresa com 6 vidas recebeu 18% de reajuste. Está acima dos 14,24% médios das empresas pequenas em 2025. Isso não torna o reajuste ilegal, mas é um sinal claro de que vale comparar outras operadoras, que podem estar com índices menores neste ciclo.

Onde encontrar o índice da sua operadora

Nos contratos com até 29 vidas, a regra da ANS (RN nº 565/2022) obriga a operadora a aplicar um percentual único para todo o agrupamento e a divulgar esse índice. O ciclo atual vai de maio de 2026 a abril de 2027, e cada contrato recebe o índice no seu mês de aniversário.

Onde procurarO que você encontra
Site da operadora, na área de reajuste, agrupamento de contratos ou "RN 565"O índice do agrupamento do ciclo ou a consulta pelo contrato. Na Amil, fica em "Informações complementares aos nossos contratos", com a relação de contratos do pool de risco
Carta de reajuste e boletoO percentual aplicado e o mês de início
Gestor do contrato ou corretorA memória de cálculo e, com 30 vidas ou mais, o relatório de uso do grupo
Painel de Reajustes de Planos Coletivos da ANSA média do mercado por tipo e porte de contrato
Peça a memória de cálculo por escritoCom 30 vidas ou mais, peça o período avaliado, quanto a empresa pagou e quanto o grupo usou (a sinistralidade). Com até 29 vidas, confirme que o índice aplicado é o mesmo publicado para o agrupamento. Se for diferente, há um problema; veja os sinais de reajuste abusivo.
Quer pagar menos? Mande só esta mensagem:
“Quero saber se o meu reajuste está acima da média e preciso reduzir o valor do plano.”

Me manda essa mensagem no WhatsApp com o valor atual, o percentual do reajuste e as idades. Eu faço a comparação e te respondo com as opções.

Enviar no WhatsApp

Ficou acima da média? O que fazer

Empresa com 30 vidas ou mais

Negociar com o relatório de uso e cotações na mão

Começar de 60 a 120 dias antes do aniversário

Separar casos pontuais de internação que já terminaram

Até 29 vidas, adesão ou individual

O índice não é negociável

Ajustar coparticipação ou plano

Trocar de operadora levando a carência

O roteiro completo da negociação está em como negociar o reajuste. Mas, para a maioria dos meus clientes, que são empresas pequenas, MEIs e famílias, o percentual não é negociável. Nesses casos, a principal e a melhor solução costuma ser a troca de plano.

Trocar sem perder a carência

Trocar de operadora não é recomeçar do zero. A maioria das operadoras reaproveita quase toda a carência de quem chega com a carta de permanência e a carteirinha do plano atual: consultas, exames e internações costumam ser liberados em 24 horas.

Operadora novaQuem chega com carta de permanênciaO que ainda tem prazo
Amil (empresarial)Mais de 6 meses no plano anterior: consultas, exames, internações e cirurgias sem carênciaTerapias 180 dias, parto 300 dias
Bradesco SaúdePlano anterior sem interrupção maior que 30 dias: carências isentasParto 300 dias
SulAmérica (PME 3 a 29 vidas)Mais de 12 meses: consultas e internações em 24 horasTerapias e cirurgias com prótese 180 dias, parto 300 dias
Unimed CuritibaVindo de outra operadora: a maioria dos atendimentos em 24 horasTerapias 180 dias, parto 300 dias
MedSêniorMais de 6 meses e até 30 dias do cancelamento: 24 horas em tudoCPT para doença declarada

Regras de redução de carência vigentes em outubro de 2026. Em todas, doença preexistente declarada pode ter CPT (cobertura parcial temporária) de até 24 meses para procedimentos de alto custo ligados a ela.

O kit da troca: carta de permanência + carteirinhaCom a carta de permanência (a declaração do plano atual com o tempo de plano, a acomodação e as datas) e a carteirinha, a operadora nova reconhece o tempo que você já cumpriu. Em plano individual ou por adesão, junte também os 3 últimos boletos pagos. Peça a carta só depois de escolher o plano novo, porque ela costuma valer 30 dias.

Um detalhe que pesa na decisão: o reajuste é aplicado sobre o preço de cada tabela. Trocar para uma operadora com mensalidade de partida menor costuma economizar mais do que brigar por dois ou três pontos de reajuste. Para empresas, veja como mudar de operadora no plano empresarial. Se alguém da família fez 59 anos, leia antes o reajuste dos 59 anos.

Nunca cancele o plano atual primeiroPrimeiro o plano novo aprovado e com data de vigência; só depois o cancelamento do antigo, com protocolo. Atraso no boleto ou um intervalo longo sem plano derruba a redução de carência: a Bradesco aceita no máximo 30 dias de intervalo e a SulAmérica pede a proposta em até 60 dias da última fatura paga.

O que dá para concluir

A média do coletivo ficou perto de 10%. 10,76% em 2025 e 9,9% no começo de 2026, segundo a ANS.
Empresa pequena pagou mais. 14,24% em média em 2025, contra 9,62% nas empresas de 30 vidas ou mais.
Acima da média, compare. Com carta de permanência e carteirinha, a troca aproveita quase toda a carência e costuma reduzir o valor já no mês seguinte.

Perguntas frequentes sobre a média de reajuste

Qual a média de reajuste dos planos de saúde em 2026?

Nos planos coletivos médico-hospitalares, a média de janeiro e fevereiro de 2026 foi de 9,9%, segundo a ANS. No individual, o teto de maio/2026 a abril/2027 é 5,11%.

Qual foi o reajuste médio do plano empresarial em 2025?

A média dos coletivos foi de 10,76%. Nas empresas com menos de 30 vidas, 14,24%; nas de 30 vidas ou mais, 9,62%.

Reajuste acima da média é ilegal?

Não necessariamente. A média é uma referência. O que define abuso são regras como o índice único do agrupamento e o teto do individual.

Onde vejo a média oficial?

No Painel de Reajustes de Planos Coletivos, no portal da ANS, em Dados e Indicadores do Setor. Ele é atualizado a cada trimestre.

Minha empresa tem 4 vidas e o reajuste foi de 20%. O que faço?

O índice do agrupamento não se negocia, mas dá para comparar outras operadoras e trocar levando a carência. Também vale avaliar a coparticipação.

Tenho MEI. O reajuste do meu plano segue a média das pequenas empresas?

Segue o índice do agrupamento da sua operadora, como todo contrato com até 29 vidas. Veja plano de saúde para MEI em Curitiba.

O seu reajuste ficou acima da média?

Me manda o percentual, o valor atual, as idades e o número de vidas. Eu comparo com a média e com as outras operadoras e mostro quanto dá para reduzir trocando sem perder a carência.

Falar no WhatsApp
(41) 99835-7450 · Alex Vieira · SUSEP 261184682

Veja também

Reajustes médios do Painel de Reajustes de Planos Coletivos da ANS (dados até fevereiro de 2026); teto de planos individuais da ANS para maio/2026 a abril/2027; agrupamento de contratos conforme a RN ANS nº 565/2022. Regras de redução de carência vigentes em outubro de 2026. Condições podem ser alteradas pelas operadoras. Conteúdo informativo, não substitui a análise da proposta.

Alex Vieira
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