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Reajuste da adesão veio alto? Como trocar sem perder a carência

O plano por adesão (pela profissão) não tem teto da ANS. Entenda como a administradora define o reajuste e como trocar para um plano mais barato sem perder a carência.

Alex Vieira
Por Alex Vieira Corretor de planos de saúde · SUSEP 261184682 02/11/2026 · 9 min de leitura
Reajuste da adesão veio alto? Como trocar sem perder a carência
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Você entrou no plano pelo conselho da sua profissão, pelo sindicato ou por uma associação, pagou direitinho e, no aniversário, chegou a carta da administradora com um percentual bem maior que o da inflação. O reajuste do plano coletivo por adesão é um dos que mais geram mensagens no meu WhatsApp, de dentistas, advogados, professores e psicólogos de Curitiba e de São Paulo, porque ele não tem o teto da ANS que a pessoa vê no jornal.

Aqui você entende quem decide o reajuste da adesão, por que ele costuma vir mais alto que o do plano individual, o que conferir na carta e quais são as saídas. A principal delas, e a que eu mais uso: trocar de plano aproveitando a carência, muitas vezes para um plano empresarial pelo MEI.

Resumo rápido
Teto da ANS: não vale para adesão Quem negocia: a administradora Percentual: igual para todo o contrato Saída mais usada: troca com carta de permanência

Para quem tem MEI ou CNPJ, o plano empresarial costuma valer mais que o adesão, inclusive no reajuste.

Como funciona o plano por adesão

No plano por adesão existem três partes. A entidade (conselho profissional, sindicato ou associação) reúne as pessoas que podem entrar. A administradora de benefícios (como Qualicorp e Supermed, que eu uso no Paraná) cuida do contrato, da cobrança e da negociação. E a operadora (Unimed, SulAmérica, Amil e outras) presta o atendimento.

É um ótimo caminho para quem não tem CNPJ, porque dá acesso a planos coletivos sem precisar de empresa. Os guias por profissão estão em Unimed Curitiba por adesão, SulAmérica por adesão no Paraná e Amil por adesão no Paraná. O ponto de atenção é justamente o reajuste.

Quem decide o reajuste da adesão

O reajuste anual do plano por adesão é negociado entre a administradora e a operadora para o contrato inteiro daquela entidade. O percentual aplicado é o mesmo para todos que estão naquele contrato, e o principal fator é o quanto o grupo usou o plano no período (a sinistralidade). A ANS acompanha, mas não fixa um teto como faz no plano individual.

Tipo de planoComo o reajuste anual é definido
Individual ou familiarTeto da ANS: 5,11% de maio/2026 a abril/2027
Coletivo por adesãoNegociado entre administradora e operadora para o contrato da entidade
Empresarial até 29 vidasÍndice único do agrupamento de contratos pequenos da operadora
Empresarial com 30 vidas ou maisNegociado entre a empresa e a operadora

Lei nº 9.656/98, RN ANS nº 565/2022 e teto de planos individuais da ANS para 2026/2027.

Além do anual, a adesão também tem o reajuste por faixa etária, com os percentuais previstos no contrato. O degrau mais pesado é aos 59 anos, que expliquei em o reajuste aos 59 anos. Quando as duas coisas caem no mesmo ano, o susto é grande.

O que conferir na carta de reajuste

1
O percentual e a data

A carta precisa dizer quanto subiu e a partir de qual mês. O reajuste anual só pode ocorrer uma vez a cada 12 meses.

2
Anual ou faixa?

Separe o reajuste do contrato da mudança de faixa etária de alguém da família.

3
O mesmo para todos

O percentual anual tem de ser igual para todos do contrato da entidade, não só para você.

4
Peça explicações

A administradora deve informar o índice e responder às dúvidas. Guarde o protocolo.

Reajuste alto não é, por si só, abusivoNa adesão, o percentual pode ser alto e legal ao mesmo tempo, se foi aplicado a todo o contrato, uma vez em 12 meses e comunicado. Os sinais de abuso de verdade estão em reajuste do plano individual, onde há teto, e na regra dos 59 anos.
Quer pagar menos? Mande só esta mensagem:
“Meu plano por adesão reajustou e preciso reduzir o valor.”

Me manda essa mensagem no WhatsApp com o valor atual, o percentual do reajuste e as idades. Eu faço a comparação e te respondo com as opções.

Enviar no WhatsApp

A saída mais usada: trocar de plano aproveitando a carência

Quem sai da adesão não precisa cumprir carência de novo. A maioria das operadoras reaproveita quase tudo do tempo que você já tem, com a carta de permanência e a carteirinha do plano atual (e, na adesão, os 3 últimos boletos pagos). Na prática, você troca de plano e continua usando consultas, exames e internação.

Operadora novaQuem chega com carta de permanênciaO que ainda tem prazo
Amil (empresarial)Mais de 6 meses no plano anterior: consultas, exames, internações e cirurgias sem carênciaTerapias 180 dias, parto 300 dias
Bradesco SaúdePlano anterior sem interrupção maior que 30 dias: carências isentasParto 300 dias
SulAmérica (PME 3 a 29 vidas)Mais de 12 meses: consultas e internações em 24 horasTerapias e cirurgias com prótese 180 dias, parto 300 dias
Unimed CuritibaVindo de outra operadora: a maioria dos atendimentos em 24 horasTerapias 180 dias, parto 300 dias
MedSêniorMais de 6 meses e até 30 dias do cancelamento: 24 horas em tudoCPT para doença declarada

Regras de redução de carência vigentes em outubro de 2026. Em todas, doença preexistente declarada pode ter CPT (cobertura parcial temporária) de até 24 meses para procedimentos de alto custo ligados a ela.

O kit da troca: carta de permanência + carteirinhaCom a carta de permanência (a declaração do plano atual com o tempo de plano, a acomodação e as datas) e a carteirinha, a operadora nova reconhece o tempo que você já cumpriu. Em plano individual ou por adesão, junte também os 3 últimos boletos pagos. Peça a carta só depois de escolher o plano novo, porque ela costuma valer 30 dias.

Adesão ou empresarial pelo MEI: qual vale mais depois do reajuste

Se você tem MEI, ou pode abrir um, o plano empresarial costuma valer mais que o adesão. É a primeira comparação que eu faço quando alguém chega com reajuste alto na adesão.

Plano por adesão

Não precisa de CNPJ

Reajuste negociado pela administradora para o contrato da entidade

Vínculo com a profissão (diploma ou registro)

Plano empresarial (MEI ou CNPJ)

Precisa de CNPJ ativo, com tempo mínimo que varia por operadora

Até 29 vidas: índice do agrupamento da operadora

Mais operadoras e planos para comparar

Para o MEI, o empresarial vale mais que o adesão: mais opções de operadora, a tabela de pequenas empresas e o reajuste pelo agrupamento. As regras estão em plano de saúde para MEI em Curitiba e em plano de saúde pelo CNPJ. Quem não tem e não quer ter CNPJ pode comparar outra entidade ou outro plano por adesão, também levando a carência.

Na cotação, eu coloco lado a lado o que você paga hoje na adesão e as opções empresariais e por adesão que aproveitam a sua carência, com as mesmas idades e olhando os hospitais que você usa. Assim a decisão é feita com números, e não com o susto da carta de reajuste.

Nunca cancele o plano atual primeiroPrimeiro o plano novo aprovado e com data de vigência; só depois o cancelamento do antigo, com protocolo. Atraso no boleto ou um intervalo longo sem plano derruba a redução de carência: a Bradesco aceita no máximo 30 dias de intervalo e a SulAmérica pede a proposta em até 60 dias da última fatura paga.

O que dá para concluir

Adesão não tem teto da ANS. O reajuste é negociado pela administradora para todo o contrato da entidade.
Alto não é sinônimo de ilegal. Confira se foi aplicado a todos, uma vez em 12 meses, e separado da faixa etária.
Trocar levando a carência é a saída mais eficiente. Com carta de permanência e carteirinha, a maioria das operadoras reaproveita quase tudo; com MEI, o empresarial costuma sair na frente.

Perguntas frequentes sobre o reajuste do plano por adesão

O teto de 5,11% da ANS vale para o plano por adesão?

Não. O teto vale só para planos individuais e familiares. Na adesão, o reajuste é negociado entre a administradora e a operadora.

Por que o reajuste da adesão é maior que o do individual?

Porque ele acompanha o uso do grupo daquele contrato e os custos médicos, sem teto fixo. Em anos de uso alto, o percentual sobe.

Posso trocar de adesão sem cumprir carência?

Na maioria dos casos, sim. Com carta de permanência, carteirinha e boletos em dia, as operadoras reaproveitam quase toda a carência. Parto, terapias e CPT têm regras próprias.

Tenho MEI. Vale sair da adesão para o empresarial?

Na maioria das vezes, sim. Para o MEI, o empresarial vale mais que o adesão. Eu confiro o tempo de CNPJ que cada operadora pede.

Sou professor (ou dentista, ou advogado) em Curitiba. Tenho outras opções por adesão?

Tem. Cada profissão tem entidades aceitas em mais de uma operadora; na cotação eu já indico a entidade certa.

O reajuste da adesão pode ser contestado?

Pode, quando foge das regras: mais de uma vez em 12 meses, sem comunicação ou diferente para pessoas do mesmo contrato. Nesses casos, registre na ANS.

O reajuste da sua adesão veio alto?

Me manda o plano, o valor atual, o percentual, as idades e se você tem MEI. Eu comparo as opções que aproveitam a sua carência e te mostro quanto dá para reduzir.

Falar no WhatsApp
(41) 99835-7450 · Alex Vieira · SUSEP 261184682

Veja também

Regras de reajuste de planos coletivos conforme a Lei nº 9.656/98 e a RN ANS nº 565/2022; teto de planos individuais da ANS para maio/2026 a abril/2027. Regras de redução de carência vigentes em outubro de 2026. Condições podem ser alteradas pelas operadoras. Conteúdo informativo, não substitui a análise da proposta.

Alex Vieira
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